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Sustentabilidade de Rápido Retorno Financeiro- Parte 2

Vamos continuar neste breve resumo uma relação de equipamentos que podem trazer um benefício de curto prazo nas edificações. Algumas medidas mais simples e rápidas foram bem resumidas na parte 1, que você pode conferir aqui.

Retrofit de iluminação
A troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes já é prática comum no nosso dia à dia, no entanto é necessária uma atenção redobrada a respeito dos modelos realmente eficientes. Muitos modelos inclusive estão sendo descontinuados, como no caso das TL-D (33, 54) e nos últimos tempos as T12 fluorescentes.
As lâmpadas de LED são outra alternativa que vem diminuindo de custo gradativamente e vieram para ficar (termo complicado de se usar se tratando de tecnologia!), pois duram de 35.000 a 50.000 horas e são em média 75% mais eficientes que as lâmpadas incandescentes. Seu retorno financeiro é relativamente rápido, entre 6 meses a 2 anos dependendo do tempo de uso e o tipo de edificação. Para algumas situações no entanto – como por exemplo alguns ambientes hospitalares – a troca por lâmpadas de LED não é aconselhável. Neste caso a substituição de modelos fluorescentes de alto consumo para outros mais eficientes podem gerar ainda bons resultados financeiros: a troca de lâmpadas T12 para T8 possuem um retorno médio do investimento de 4 anos.
 t12-to-t8
Equipamentos de aquecimento e Ar-Condicionado
Apesar de estar mais voltado para o uso em edifícios e possuir um custo 60% maior que a opção convencional, o uso de boilers de alta eficiência pode garantir um retorno financeiro de 1 a 3 anos se comparados com os sistemas convencionais de aquecimento de água.
A marca de vinhos Jackson, existente em várias partes do mundo, relatou em 2012 o retorno financeiro relacionada as melhorias dos sistemas de ar de sua fábrica na Califórnia:
  • Atualização do sistema de ar comprimido: retorno de menos de 1 ano.
  • Atualização dos sistemas de HVAC: 4 meses.
  • Novos motores e VFDs: 6 meses.
  • Portas automáticas, diminuindo a troca de ar interna-externa em dias quentes: 2 anos.
Vale lembrar que uma porcentagem de pelo menos 25% da troca dos equipamentos foi subsidiada pela Pacific Gás & Electric Company dos EUA, o que seria difícil de acontecer no Brasil pelo menos a curto prazo.
Como resultado, a economia de energia das 4 alterações acima batem a casa dos 6 milhões de kwh por ano, ou 400 casas de médio porte!

Torres de resfriamento
Elas podem representar de 19 a 45% do uso de água de um edifício. Geralmente a instalação de um sistema que reaproveite a água circulada para resfriamento pode gerar uma economia cujo retorno pode variar entre 6 meses e 1 ano, dependendo da necessidade de uso. Além da troca, a manutenção periódica pode somar um retorno financeiro adicional, considerando que a sujeira diminui a capacidade, a eficiência e consequentemente aumenta o consumo energético.

Sistemas de Aquecimento de Água
Geram uma boa economia direcionada para médio ou longo prazo, sendo benéficos e amplamente utilizados pela industria hoteleira, pois possuem um fluxo constante de pessoas. A média de retorno oscila entre 5 e 10 anos.
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Coleta de água de chuva

Apesar de ser bem comum e já requisito na aprovação de projetos arquitetônicos pelo Brasil, o retorno financeiro do reaproveitamento oscila entre 2 anos a 5 anos.

Conclusão?
A conclusão é que independente das estratégias citadas brevemente aqui, o ideal é sempre realizar um estudo caso a caso para avaliar os melhores ganhos e possibilidades, almejando a satisfação e benefício do cliente em primeiro lugar. Afinal se analisarmos cada equipamento individualmente sem considerar as questões climáticas, geológicas, econômicas e particulares de cada indivíduo, possuímos um risco de realizarmos um mero greenwashing pelo uso inapropriado dessas soluções.

E mais importante do que qualquer solução citada acima, é imprescindível a busca de formas de economia diretamente na fonte, ou seja, na concepção do projeto, projetando soluções de economia passiva, efetuando estudos de insolação, utilizando materiais adequados, além de outras técnicas como xeroscaping (paisagismo auto-suficiente) ou conceitos da PassivHaus, se possíveis. Se esses conceitos projetuais forem bem aplicados, a adição desses equipamentos será apenas a cereja em um belo bolo.

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